CIENTISTAS PREVÊEM AQUECIMENTO GLOBAL MAIOR DO QUE O ESPERADO

O Grupo Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC, em inglês) está reunido desde hoje em Paris para finalizar suas projeções do aquecimento da Terra para este século, que deverá ser maior que o cenário traçado pelos cientistas em 2001.
Desde o último relatório do IPCC, "as evidências da mudança climática ficaram mais claras", afirmou o presidente do grupo, Rajendra Pachauri, na abertura da conferência, que reúne mais de 500 especialistas e representantes governamentais.
Os participantes têm que entrar em consenso "palavra por palavra, e linha por linha" sobre o documento que será apresentado na sexta-feira, disse Pachauri. No entanto, o presidente do IPCC não quis falar sobre o assunto por temer que o texto possa sofrer modificações importantes devido à pressão de certos governos.
Ainda sobre este aspecto, um dos membros do IPCC, o francês Jean Jouzel, alertou que, por causa da exigência de consenso, as conclusões "correm o risco de subestimar as mudanças climáticas, mais do que de exagerá-las".
Segundo informações não confirmadas, o relatório do IPCC, que será divulgado na sexta-feira, prevê um aquecimento climático maior do que o previsto em 2001, quando foi anunciado que a temperatura da Terra aumentaria entre 1,4 e 5,8 º C até 2100.
Agora, os cientistas prevêem que o crescimento ficará entre 2 e 4,5 ºC, sendo 3 ºC a opção mais provável. Além disso, já não há dúvidas de que as emissões de poluentes das atividades humanas causam o "efeito estufa".
Também serão revisados os números da elevação do nível dos oceanos devido ao derretimento de parte das calotas polares e o aumento do volume de água marinha por causa do aquecimento.
Antes, os especialistas trabalhavam com uma margem ampla de acréscimo de 9 a 88 centímetros no final do século. Agora, os limites são mais reduzidos, de 28 a 43 centímetros de aumento do nível dos mares.
O presidente do IPCC também não quis falar sobre as previsões feitas pelos mais de 500 especialistas internacionais, que durante os últimos quatro anos analisaram os estudos científicos publicados sobre a mudança climática.
No entanto, Pachauri afirmou que nunca um tema havia gerado no mundo "tanta fome de conhecimento científico".
Co-presidente do grupo de trabalho do IPCC encarregado do relatório sobre as bases científicas da mudança climática, Susan Solomon enfatizou a seriedade de seu trabalho.
Solomon disse que mais de 500 cientistas ajudaram a elaborar o relatório, sendo que 75% destes não haviam participado da redação da edição de 2001. A especialista também afirmou que mais de 30 mil sugestões haviam sido levadas em consideração na elaboração da minuta.
Após o documento, o IPCC deve adotar outros três ainda este ano. Em 6 de abril, será discutida em Bruxelas uma minuta sobre os impactos, a adaptação e a vulnerabilidade à mudança climática.
No dia 4 de maio, será debatido, em Bangcoc, um relatório sobre a atenuação destes efeitos. Já em 16 de novembro, será aprovado, em Valência, um documento contendo a síntese para os responsáveis políticos.
Os trabalhos do IPCC, criado em 1988, levaram à adoção do Convênio sobre a Mudança Climática em 1992 e, cinco anos depois, ao Protocolo de Kyoto sobre a redução do dióxido de carbono (CO2) e outros gases causadores do efeito estufa.
Enquanto os representantes do IPCC davam início à sua reunião na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a um quilômetro dali um grupo de ativistas do Greenpeace escalou a Torre Eiffel para pendurar cartazes nos quais podia ser lida a frase "Não é tarde demais".
Os manifestantes também advertiram que é necessário agir para impedir que as temperaturas subam mais de dois graus Celsius, nível a partir do qual, segundo os cientistas, a Terra correria perigo.
A Prefeitura de Paris quer que a Torre Eiffel participe de um ato simbólico que sirva de alerta para a necessidade de tomar medidas para atenuar a mudança climática. Na quinta-feira, todas as luzes da atração turística serão apagadas das 19h55 às 20h (16h55 e 17h em Brasília).
Fonte: Ciência - Folha on line

Hospital público para os pets

Há um projeto de lei tramitando na Assembléia Legislativa de São Paulo que propõe a criação do primeiro hospital veterinário público do Brasil. O Centro de Saúde Animal, como será chamado, prestará atendimento gratuito a bichos de pessoas comprovadamente de baixa renda, de protetores independentes de animais e de ONGs cadastradas. Os demais pagarão preços reduzidos.

Diferentemente dos hospitais-escola, que já existem e funcionam de segunda a sexta, em horário comercial, o Centro de Saúde Animal deverá funcionar 24 horas, diariamente, oferecendo consultas, vacinas, exames, internação, UTI, banco de sangue, castração e tratamentos alternativos (acupuntura, homeopatia etc).

Atualmente, o projeto de lei está sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça; se aprovado, deverá passar por outras comissões, como a de Meio Ambiente e de Finanças e Orçamento, até chegar ao governador, que poderá sancioná-lo ou não. Não há prazo para esse trâmite. Para acompanhar o andamento do projeto (nº 337/2006) basta acessar o site www.al.sp.gov.br.

Fonte: Revista da Folha (23/07/06)

 Sapos recém-encontrados na mata atlântica cabem na unha

O que mais impressiona nos sapos descobertos pelo pesquisador Luiz Fernando Ribeiro é que cabem na unha, de tão pequenos. O periódico americano ""Herpetologic" publica no próximo mês um artigo sobre duas novas espécies de minianfíbios localizadas por Ribeiro na serra do Mar, no Paraná.
No ano passado, o pesquisador tinha descoberto seus primeiros animais. Os achados entraram para as referências científicas da família dos Brachycephalidae. Os dois novos membros da família são o Brachycephalus ferruginus e o B. pombali.
""Um sapo verde de jardim mede de 10 a 15 centímetros. Esses têm 10 milímetros", compara o pesquisador, da Universidade Tuiuti, de Curitiba. Seus ""sapinhos da montanha" foram parte da tese de doutorado que ele defendeu ano passado.
Já são catalogadas dez dessas espécies na mata atlântica que, acredita-se, sejam os menores vertebrados que a ciência já descobriu. Eles são abundantes na faixa que vai do Paraná ao Espírito Santo.
Segundo o pesquisador, as quatro espécies que ele descobriu não existem fora do ambiente onde foram localizadas, em altitudes que variam de 1.000 m a 1.800 m.
Esses sapinhos são predominantemente andarilhos -quase não saltam. Não vivem junto a olhos d'água. O habitat úmido e de temperaturas amenas, em meio ao resto da vegetação que se acumula no chão, é onde também se reproduzem.

Fonte: Folha de São Paulo - Ciência

Medo, Ansiedade, Fobias etc. – Explicações, pesquisas, teorias recentes.

 

Alguém tem medo de dirigir, porém sempre há pessoas argumentando: “vamos lá!”, “mas que bobagem!”

O resultado de ceder á insistência ultrapassa o constrangimento. Poder redundar numa verdadeira crise de pânico, caracterizada por suores frios, taquicardia, empalidecimento e uma incontida gritaria.

Em situações como essa ,aqueles que apenas ouviram falar em ataque ou síndrome do pânico começam a suspeitar de sua gravidade. Mas, em geral, não se aprofundam em compreender seus motivos e sua dinâmica.

Ansiedade todo mundo tem em algum grau. Dependendo da situação, pode até ser benéfica (é ela que nos faz caprichar mais na apresentação de um trabalho, por exemplo). No entanto, passa a atrapalhar quando alcança um grau excessivo ou se torna muito freqüente, causando limitações à vida pessoal ou profissional. Então pode progredir para o medo, a fobia ou desencadear crises de pânico.

Casos de pessoas que procuram ajuda terapêutica: 1º - Pessoas que vivem se prometendo que, na manhã seguinte, irão para o trabalho de carro. A frustração de não conseguir cumprir a própria promessa as desencoraja ainda mais. 2º - exemplo – profissional bastante capacitado, bem preparado e durante sua apresentação numa banca de doutorado esquece-se completamente da argumentação que havia desenvolvido.

Na fobia social a pessoa se importa muito com o julgamento alheio. E a ansiedade deixa de ser uma situação normal quando passa a prejudicar a rotina da pessoa, podendo afetar seu desempenho escolar ou profissional.

Psicoterapeuta explica que há estudos apontando para um perfil psicológico específico daqueles mais vulneráveis ao quadro. “São pessoas rígidas, que se importam muito em fazer tudo certo. São apaixonadas pelo que fazem e costuma se destacar em suas funções. Além disso, são confiáveis, demonstram grande interesse por suas tarefas, porém são muito vulneráveis a críticas e elas próprias tendem a ser bastante autocríticas.”

Descreve-se a pessoa ansiosa como alguém que costuma antecipar os desdobramentos dos fatos e quer resolver tudo antes, mentalmente. É alguém propenso à idéia do tudo ou nada e precisa aprender aos poucos a se organizar para lidar melhor com aquilo que lhe gera ansiedade.

Abordagens e tratamentos diversos: psicoterapia; psicoterapia + exercícios específicos; psicoterapia + medicamentos; psicoterapia corporal. A escolha do tipo de terapia é feita de acordo com o grau e os sintomas do paciente.

Sinal dos tempos: Ansiedade e pânico seriam condições mal compreendidas, em resposta a uma sociedade individualista.

Para a psicóloga Marilza, pânico, ansiedade e outras manifestações, trata-se de uma diferença, que deve ser respeitada, e que talvez seja um indício de nossa condição evolutiva.

“O que percebemos hoje, com a cintilografia computadorizada, é que há dois tipos básicos de células cerebrais, um com mais mielina – substância que envolve os neurônios – e outro com menos. Aquele que tem menos mielina responde mais facilmente a qualquer estímulo, o outro precisa de mais intensidade ou freqüência de estímulos para ocorrer conexões sinápticas”.

Seguindo a linha de raciocínio do neurocientista português António Damásio, radicado nos Estudos Unidos, confirma a idéia de que, dentro da seleção natural, algumas crianças nascem com mais sensibilidade à estimulação externa, respondendo ao ambiente de modo diferenciado.  Essas também podem ser as mais ansiosas. “Não é nada bizarro acreditar que essa seja uma nova condição diferenciada de pessoas. São essas que irão sobreviver”. Neste caso, ensina que o diferente pode não ser o errado. A ansiedade e o pânico dessas pessoas seriam, a seu ver, condições mal aceitas e mal compreendidas, que talvez constituam nossa ligação com uma condição de futuro.

 

Fonte: Revista Psique – Ciência & Vida – n.º 02

Aqui está um resumo da reportagem, vale a pena ler inteira para entender melhor.

PÂNICO DE FOGOS DE ARTIFÍCIO PODE SER AMENIZADO

Com as festas de fim de ano, donos de animais de estimação têm uma preocupação extra: os fogos de artifícios. O barulho provocado pela queima deixa os bichos assustados e o medo acaba, muitas vezes, fazendo com que pets, que geralmente são dóceis, acabem atacando alguém. Outras conseqüências deste pânico são as fugas de animais, alguns suicídios (quando o animal enforcando-se na própria coleira porque não consegue rompê-la para fugir, graves ferimentos quando atingidos (ou abocanhando sem saber algum rojão achando que é algum objeto para brincar), traumas, convulsões e até a morte.

Mas algumas recomendações podem ajudar nestas ocasiões, tais como:

- Acomodar os animais dentro de casa em lugar onde possam se sentir em segurança, com iluminação suave e se possível um radio ligado com musica.
- Procurar um veterinário para sedar os animais no caso de não poder colocá-los para dentro de casa. Animais acorrentados acabaram se enforcando em função do pânico.
- Fechar portas e janelas para evitar fugas e suicídios.
- Dar alimentos leves, pois distúrbios digestivos provocados pelo pânico podem levar à morte.
- Cobrir gaiolas de pássaros e checar cercados de animais (cabras, galinhas etc.).
- Não deixar muitos cães juntos, pois excitados pelo barulho eles podem brigar.

A prevenção é a melhor maneira de evitar episódios desagradáveis, uma vez que veterinários disponíveis no primeiro dia do ano são raros.

Fonte: Focinhos on line/ Uol Bichos

Zoologia da Mulher

"A mulher é o mais avançado dos animais: essa é a teoria do zoólogo que investigou como a evolução moldou, da cabeça aos pés, essa criatura fantástica".

O inglês Desmond Morris trata as mulheres como animais. Isso não deve ser tomado por ofensa: ele é um zoólogo e estuda o primata Homo sapiens como mais uma espécie. A mais sofisticada das espécies, que fique claro - cujos indivíduos do sexo feminino são ainda superiores aos machos. Essa é a premissa de "A Mulher Nua", livro mais recente do pesquisador. Nele, Morris examina o corpo feminino - literalmente da cabeça aos pés - para defender a tese de que a mulher é em suas próprias palavras, "o mais extraordinário organismo existente no planeta".

O autor atribui o sucesso de nossa espécie a um processo evolucionário chamado neotenia. Ou seja: a manutenção de características infantis na idade adulta. Diferentemente dos outros animais, não paramos de brincar quando crescemos. "Adultos, os homens dão nomes diferentes a essa brincadeira: chamam-na de arte ou pesquisa, música ou poesia", afirma Morris.

 

 Biodiversidade
Programa Biota completa cinco anos

O "Instituto Virtual da Biodiversidade", como é conhecido o Programa Biota da Fapesp, comemora seus 5 anos de existência com estudos detalhados da biodiversidade do estado de São Paulo, com o lançamento de livros e de uma exposição fotográfica. Neste período estão grandes achados como as 70 espécies novas de animais invertebrados marinhos, 14 de peixes, e uma espécie de planta, dada como extinta há duzentos anos.

Para Carlos Joly, coordenador do Biota, "a principal contribuição do Programa foi estabelecer um novo paradigma na grande área de pesquisa que a temática biodiversidade abrange" com a substituição de projetos isolados por um programa de pesquisas integrado. "A competição [entre profissionais] deu lugar à cooperação e a confiança mútua, que permite que esses pesquisadores compartilhem dados inéditos e experiências profissionais" destaca Joly. Atualmente, são cerca de 400 profissionais em São Paulo, 70 de outros estados e aproximadamente 50 do exterior.

A idéia principal do Biota é levantar e caracterizar a biodiversidade do estado de São Paulo e promover a sua conservação e uso sustentável, envolvendo. Desde sua criação, 53 projetos de pesquisa (dos quais 14 já estão finalizados), gerando mais de 500 publicações, mais de 50 dissertações e teses e 4 livros já editados. Dois livros estão em fase final de organização.

Novas espécies
O inventariamento de espécies sempre foi, e continua sendo, uma das prioridades do Programa, informa o coordenador. No início, um diagnóstico do conhecimento foi realizado para saber quais locais e grupos de organismos eram menos estudados. "O mais interessante é que mesmo em locais e grupos que achávamos que eram bem conhecidos, novas espécies foram encontradas", conta Joly. Um dos exemplos foram as mais de 70 novas espécies de invertebrados marinhos identificadas entre São Sebastião e Ubatuba na pesquisa coordenada por Cecília Amaral, da Unicamp.

Outros locais e grupos guardavam grandes surpresas. Nos riachos do Alto Rio Paraná foram encontradas 95 espécies de peixes, 15% delas desconhecidas. A mesma equipe, coordenada por Ricardo Castro, da USP de Ribeirão Preto, encontrou uma nova espécie de bagre no Morro do Diabo, uma área de conservação no Pontal do Paranapanema. Os pesquisadores acreditam que esta espécie ocorra apenas nesse local.

Com relação às algas, o volume de novas informações é ainda maior, em apenas um dos grupos (Charophyceae) estudados pela equipe do Instituto de Botânica, coordenada por Carlos Bicudo, o número de espécies aumentou em 45%.

Grande parte desses estudos é realizada em áreas de conservação e os resultados obtidos pelo Programa e têm auxiliado na implantação do Sistema Estadual de Unidades de Conservação, de acordo com Maria Cecília Brito, diretora geral do Instituto Florestal (IF), responsável pelo gerenciamento dessas áreas. Ela salienta que, a partir do mapeamento dos remanescentes florestais feito pelo Biota, em parceria com o IF, foi possível verificar que não só o desmatamento caiu no estado como novas áreas florestais cresceram. "É um dado muito importante e estratégico quando pensamos em políticas públicas", diz.

Cores do Cerrado
Os levantamentos feitos no Cerrado paulista constataram que este bioma encontra-se bastante fragmentado - são mais de oito mil pequenos fragmentos espalhados principalmente em áreas privadas - o que traz um grave problema para sua conservação. A diversidade presente nesses pequenos fragmentos, no entanto, é imensa, e uma parte dela está no livro Plantas do Cerrado Paulista: imagens de uma paisagem ameaçada, que será lançado no dia 31 de maio na Fapesp. O livro traz 420 espécies de plantas identificadas e fotografadas durante vários anos. Segundo Giselda Durigan, uma das autoras do livro e pesquisadora do Instituto Florestal, o trabalho começou em 1986, mas os dois anos de pesquisa dentro do Biota foram essenciais para o crescimento da idéia e a identificação das espécies que compõe a obra.

Um dos grandes achados deste trabalho foi a espécie Clitoria densifloria que havia sido encontrada apenas uma vez em São Paulo, há mais de 200 anos e, portanto considerada extinta. "O Cerrado em São Paulo está ameaçado por causa da fragmentação", ressalta Durigan, "mas acredito que poucas espécies estão extintas; o que falta são muitas coletas e estudos, como no caso da Clitoria".

Fonte: ComCiência

Descoberto tecido celular de tiranossauro de 70 milhões de anos
 
Dois paleontólogos americanos anunciaram na revista científica Science, publicada nesta sexta-feira, a descoberta de tecidos celulares de um tiranossauro (Tyrannosaurus rex) de 70 milhões de anos, entre os quais teriam aparecido vasos sanguíneos.

Estes tecidos foram extraídos do fêmur do tiranossauro, batizado de MOR 1125, encontrado nas formações de arenito no estado de Montana (noroeste), disseram os pesquisadores em um artigo publicado na edição desta semana da revista.

O fêmur, que media 1,07 metro, se partiu quando foi retirado do local, o que levou os cientistas a analisarem a substância no interior dos ossos, explicou a paleontóloga Mary Schweitzer a seus colegas.

"Os vasos (sanguíneos) e seu conteúdo são similares aos que se encontram no avestruz", disse a pesquisadora, depois de um exame feito com ajuda de microscópio eletrônico usado na exploração.

Se os cientistas conseguirem isolar as proteínas dos tecidos do tiranossauro, que tinha 18 anos quando morreu, será possível aprender mais sobre a fisiologia e a vida dos dinos, destacou Mary Schweitzer, paleontóloga da Universidade da Carolina do Norte.

Ela disse ainda que "estes tecidos de dinossauro se encontram em um estado de conservação sem precedentes".

Até agora só tínhamos descoberto entre os restos de dinossauros penas e órgãos internos fossilizados, mas sua composição interna não tinha sido preservada como neste tecido encontrado no interior do T-Rex, explicou.

A equipe de paleontólogos dissolveu com uma solução ácida os depósitos minerais entre os tecidos que se assemelham a pequenos vasos sanguíneos. Também puderam observar traços avermelhados que se parecem ao ácido nucleico da célula.

Os pesquisadores compararam estes tecidos com os da avestruz porque no transcurso dos últimos anos, um acúmulo de indícios tende a demonstrar que os pássaros do presente são os descendentes dos dinossauros que deixaram de existir 65 milhões de anos atrás.

No artigo publicado na revista Science, a paleontóloga Lawrence Witmer, que não participou da descoberta, escreveu que "se temos tecidos (de dinossauro) que não estão fossilizados, é potencialmente possível extrair o DNA (ácido desoxirribonuncleico)".

Mas Schweitzer, assim como outros especialistas, explicaram que análises suplementares destes tecidos serão necessárias para certificar seu estado de conservação.

Por outro lado, a extração do DNA do dinossauro com a finalidade de estudar o código genético e eventualmente, fazer a clonagem do animal, não é algo que possa ser feito de uma hora para outra, insistiram os cientistas, em alusão ao filme de ficção científica "Parque dos Dinossauros", baseado no romance homônimo de Michael Crichton.
Fonte: UOL Bichos
Bio Mensagem

FELICIDADE!

A felicidade não depende do que acontece ao nosso redor, senão do que acontece dentro de nós mesmos.

A felicidade se mede pelo espírito com que enfrentamos as dificuldades da vida.

A felicidade é um assunto de valentia; é muito mais fácil se sentir deprimido e desesperado ...

A felicidade é um estado de ânimo; não somos felizes até que decidamos sê-lo;

A felicidade não consiste em fazer o que queremos, senão a querer tudo o que fizemos.

A felicidade nasce de colocar nosso coração no trabalho ... E de fazê-lo com alegria e entusiasmo.

A felicidade não tem receitas ... Cada um cozinha com o tempero de sua própria preferência ...

A felicidade não é uma pousada no caminho .... senão uma forma de caminhar durante a vida!

(desconheço o autor)

Desejo que muitas felicidades à todos!

Bio-Adoção

Ricky Martin ajuda campanha de adoção de animais

A namorada do cantor Ricky Martin, a apresentadora mexicana Rebecca de Alba, começou a promover, no México, através da Cruzada Avon, uns ursinhos de pelúcio que serão colocados à venda para ajudar a instituição "Cambia un Destino" (Mude um destino), fundação que ajuda na adoção de cachorros e gatos abandonados.

Ela conta que decidiu conversar com a Avon a respeito, depois que visitou um canil na cidade mexicana de Taxqueña, onde os animais estavam sendo maltratados.

O artista porto-riquenho também ajudará na campanha.

Fonte: O Fuxico

Aqui no Brasil temos a UIPA e o Clube das Pulgas, se você quer adotar um animalzinho, entre em contato com eles.

Bio-Notícias

Descoberta na Suiça novas pegadas de dinossauros

Centenas de pegadas de dinossauros com 152 milhões de anos foram descobertas nas cadeias montanhosas do Jura, no noroeste da Suíça, informou nesta segunda-feira o paleontólogo suíço Wolfgang Hug.

Mais de 580 pegadas foram encontradas numa placa de calcário medindo 600 metros quadrados em Chevenez, no cantão suíço de Jura, disse Hug, chefe da seção de paleontologia do departamento de cultura local. Os pesquisadores suíços querem que a área, rica em vestígios de dinossauros, seja acrescentada à lista de itens da herança da humanidade da Unesco.

No total, cerca de 2.000 pegadas de dinossauros foram encontradas até agora nesta região da Suíça, onde a auto-estrada A16 liga a cidade de Bienne a Montbeliard, na França.

As novas pegadas, que estão preservadas em moldes de resina, medem entre oito e vinte centímetros de comprimento. As marcas foram feitas por herbívoros quadrúpedes de 15 a 20 metros de comprimento e 2,5 de altura, e por carnívoros bípedes menores.

Hug disse que em 2005 será criada uma comissão para estabelecer o valor científico da descoberta. "Isto nos permitirá pedir a proteção da Unesco para estas pegadas como parte da herança da humanidade", afirmou.

A Unesco, Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, ajuda a preservar lugares de valor cultural e científico em todo o mundo.

Hug e seus colegas cientistas querem criar um "Geopark", espécie de Jurassic Park, para dar acesso ao público às riquezas pré-históricas do local. No ano passado, 20 mil pessoas visitaram o local.

Fonte: Uol Bichos - Notícias

Bio-Notícia

Células-tronco embrionárias: Esperança

O debate sobre aspectos éticos naturalmente vai continuar, mas a oposição ao uso de células-tronco embrionárias não pode prevalecer, quando nas clínicas de fertilização habitualmente são descartados embriões às centenas

Não há garantia de que a Lei de Biossegurança aprovada no Senado passe na Câmara sem alterações.

Mas já é em si um avanço importante, e os deputados certamente serão sensíveis aos argumentos a favor da liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias, que se tornam particularmente convincentes na medida em que a terapia vai se tornando realidade, como no caso do menino italiano que foi curado de uma forma grave de anemia.

A liberação das pesquisas, embora venha com considerável atraso, será de qualquer forma muito bem-vinda.

O debate sobre aspectos éticos naturalmente vai continuar, mas a oposição ao uso de células-tronco embrionárias não pode prevalecer, quando nas clínicas de fertilização habitualmente são descartados embriões às centenas.

Não faz sentido proibir que eles sejam utilizados para salvar vidas, quando não há possibilidade real de que eles se desenvolvam num útero.

Nem se poderá proibir no futuro a clonagem com fins terapêuticos — já permitida na Inglaterra — se e quando se tornar claro que ela é a única possibilidade de cura de determinadas doenças, por eliminar a possibilidade de rejeição das células-tronco.

É previsível o acirramento das discussões; espera-se que a ciência saia vitoriosa. Afinal, os embriões de que se está falando não passam de um punhado de células, menor do que uma cabeça de alfinete; não há sinal de órgãos, muito menos qualquer remota possibilidade de consciência.

Enquanto é uma dura realidade o sofrimento das vítimas de tantas doenças para quem essa terapia é a última esperança.
(Fonte: O Globo e Jornal da Ciência - 11/10)

Meus Dogs

Amo animais e principalmente os cães, tenho 2 e para homenagea-los criei um fotoblog para eles.

Visitem-nos e deixem seus comentários!

Meus Dogs: http://www.deiarbl.fotoblog.uol.com.br

Bio-Saúde

Bebês em Perigo

Todo mundo sabe que a poluição do ar nas grandes cidades faz mal à saúde. O drama é que, em São Paulo, ela também está diretamente ligada à morte de bebês. É o que comprova um estudo do professor Chin An Lin, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Lin registrou o crescimento de 6,3% no número de mortes de recém-nascidos nos dias de pico de poluição, principalmente os mais frios. O pesquisador analisou a relação entre a concentração de poluentes no ar e a morte de bebês entre um e 28 dias de vida na capital paulista.

"O estudo exigiu um trabalho estatístico complicado", diz Lin. "Tivemos de considerar fatores que influenciam na morte dos bebês, como os dias mais gelados, nos quais cresce a mortalidade infantil". Ao estimular problemas respiratórios, a poluição deixa os bebês mais vulneráveis a infecções respiratórias. No inverno, essa tendência cresce porque a poluição, devido à falta da chuva, que assenta os poluentes, também aumenta. Segundo os professores Paulo H. Saldiva e György Böhm, também da USP, a grande poluidora de São Paulo é sua frota: 5,5 milhões de veículos circulam pela cidade.

Fonte: Discovery Magazine - set/04

Dia do Biólogo

Hoje 3/9 é comemorado o dia do Biólogo.

Parabéns à todos os biólogos e muito sucesso profissional!  

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